Album

Depois do Vinho
(Rogério Bordignon / Eder Cavichia)

Vale
Teu vinho no meu copo
Cai bem
Melhor ingerir
E deixar a idéia rolar em nosso corpo
Desligue essa televisão
Apague estes caras
Melhor esquecê-los
Ao menos até amanhã
Quero tato, sussurro e pele
Tudo perdido depois do vinho
Não me interrompa, não
Tampouco me repreenda
Só quero boas notícias
Deste teu meu calor
Tão perto
Ao menos agora , ao menos agora



Longe Disso
(Rogério Bordignon / Eder Cavichia)

Dá até pra desistir
Buscar o feito e encontrar a dor
Talvez eu corra sem parar
Ou vire pena ao vento
pra bem longe disso
Tudo é tão exposto
E você não quer ver
Não entende meu sentido
Até meus calos não te afetam
Você é toda igual
Me encontre por ai
Troquei, mexi, abri, amei
E você nada sentiu,
nem compartilhou
Agora já era
Pense
E se quiser
Me encontre por aí



Aquele Dia Frio
(Eder Cavichia)

Até parece mentira
O meu sangue está frio
Tão frio como um gelo
A noite não passa
E o tempo não esquenta
Preciso do seu calor, agora
E talvez por toda a noite
Aquele dia frio
Fez você ficar mais perto de mim
Aquele dia frio
Fez você ficar bem perto de mim
Pra dormir é tão rápido
E pra acordar é tão ruim
E o pé que não esquenta
A água nem desce
O sol se esconde
Já não sinto seu cheiro
E nem o cheiro da noite
Aquele dia frio
Fez você ficar mais perto de mim
Aquele dia frio
Fez você ficar bem perto de mim



Agora Como Antes
(Eder Cavichia)

Acendo um cigarro
E penso em você
Naquele dia de outono
Que eu não quero esquecer
Melhor do que cair
É deixar a idéia rolar na minha mente
Um filme em preto e branco
E o vento sopra ao sul
São quase dez mil anos-luz
Do nosso céu azul
Melhor do que cair
É deixar a idéia rolar na minha mente
Tudo perdido
Depois de um beijo seu
Tudo parece agora como antes
Agora volto aqui
Onde você não está
Quem me dera poder viajar
No universo seu
Melhor do que cair
É deixar a idéia rolar na minha mente
Tudo perdido depois de um beijo seu
Tudo parece
Agora como antes



Três da Manhã
(Eder Cavichia)

Ao soar das três da manhã
Senti uma brisa fria
E o vento que soprava pela janela
Ao passar das horas
brigava contra o tempo
E você não mais estava ali
Na pressão que eu tento suportar
Ouço uma voz me chamando
Mas não consigo levantar
Tento escapar mas não posso
Até enquanto isso durar
Vou ter que suportar
Perdi muitos amigos
Mas enfim como evitar
Se esse é o destino



Minha Vida
(Carlos De Santi / Eder Cavichia)

Andei ouvindo os passos de alguém
Alguém que me queria
Mas não entendia
Na verdade na minha imaginação
Um gosto sem razão
Da palavra mais vazia
Aonde minha vida vai ?
Aonde tua fica ?
Que solidão você me traz
Deixou uma ferida
Hoje a vida me fala
Que palavras são essas
Amor, rancor, ódio e desejo
Tudo isso é apenas
O resumo daquele beijo



Astigmatismo
(Hermes Oliveira / Eder Cavichia)

Por que não consigo ver
Por de traz daquela nuvem
E tento esconder
Que às vezes não vejo você
Se você não me vê , tudo bem
Mas eu quero e vou vê-la
E não quero ter que usar
Algo pra ver você
Algo que me faça ver
Algo que me faça ver
Algo que me faça ver você
Algo que me faça ter
Algo que me faça ter
Algo que me faça ter você
O seu sorriso é um colírio
Que me faz enxergar melhor
E a única certeza
É que preciso de você
Se você não me vê, tudo bem
Mas eu quero e vou revê-la
E não quero ter que usar
Algo pra ver você



Amsterdam
(Rogério Bordignon / Eder Cavichia)

Quantas vezes a lua aparece
no céu cinza e carregado da tua cidade ?
Quantas vezes você a buscou
no céu e a encontrou ?
Com qual intensidade você a procura ?
Cabeça, cabeça em Amsterdam ?
É tua presença constante
tão dentro da mente de noite, de dia,
Motivo de um puro sentimento
É a distância dos olhos e a explicável
esquivada educada, comportada,inteligente, vivida
Um jeito de não ferir
para expressar que não deseja a pessoa que te ama
É lua cheia
Mas se o céu carrancudo daí permitir, olhe ela
Pelo menos neste momento
perceberá que outros dois olhos
também fitam a lua pedindo por tua volta
Tristes e cerrados,
compreensivos por tuas razões eles se afastam
Pedem algo mais forte e mais curto que o tempo
necessário para a cessão de outro sentido
É esperança já retirada,
que renasce como grama a cada dia
porque a chuva se chama amor



Lado Escuro
(Rogério Bordignon / Eder Cavichia)

Tá escuro do outro lado da avenida
Não consigo enxergar
E aqui é difícil trafegar
Você vem com pormenores
Que entopem meu caminho
Chega de conflitos
Quero respirar
Dedilhar meu pulmão
E correr como vento na rocha
Agora não
Me safei desta tua
Esquartejante e insensata razão
Coloquei mais sangue no meu som
Até me exaltei
Portanto, fique aí
Não consigo ver o que há
No lado escuro da avenida
Mas aqui tá difícil trafegar



Se Eu Pudesse Voar
(Eder Cavichia)

Ah, se eu pudesse voar
Voaria a procura de outro lugar
Um lugar onde os pássaros cantassem
Um lugar onde a inveja não imperasse
O vôo faz com que esqueçamos de tudo
De tudo que não gostamos
De tudo que enjoamos
De tudo que detestamos
Ah, se eu pudesse voar
Voaria pra bem longe daqui
Um vôo que existe em meu pensamento
Quanto maior o caminho muito mais sentimento
Mas de que vale tudo isso
Se tudo isso é impossível
Vale ainda que tudo isso é um sonho
E o sonho faz parte disso
É por isso que voou
Um vôo distante em busca do norte
E um lugar pra ver estrelas no céu
E ver o mundo girar como um carrossel